Uma brasileira citadina (=urbana) e recém casada, que nunca tinha saído do Brasil em 40 anos, descobre e deslumbra-se com Portugal e com a vida de casada :-) ou Os emails que vc nunca recebeu porque sou uma ET que não sabe manter amizades!
Quarta-feira, 29 de Agosto de 2007
Curiosa tradição recuperada
Quem sabe ainda não vou à praia para um banho de mar hoje, meu aniversário
 


Serranos descem à praia no Algarve


Tradição dos banhos de S. João da Degola foi recuperada há 10 anos

Em Manta Rota (Vila Real de Santo António), os serranos desceram hoje à praia para um banho que diz-se curar todos os males. É a recuperada tradição de S. João da Degola.

No Algarve, o dia 29 de Agosto era, há muitos anos, a única altura do ano em que as gentes da serra desciam até ao mar. Dizia-se que o banho curava todos os males. A tradição voltou a repetir-se na praia da Manta Rota.

Conhecida como a tradição de S. João da Degola, a antiga prática dos serranos foi recuperada já há dez anos por uma associação local, "A Manta".

E hoje de manhã, velhos e novos desceram a serra e foram à praia, invadida por turistas nesta altura do ano.

A tradição do banho repete-se em outras zonas do Algarve, mas em outras alturas do dia. Em Lagos, por exemplo, a festa marca o final do Verão e obriga que o mergulho seja à meia-noite.



Veja o vídeo desta notícia da SIC.
É realmente muito curioso!



publicado por Sylvinha às 18:48
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Quinta-feira, 3 de Maio de 2007
10 anos de virtualidade

Uma das coisas que mais desejei na minha vida foi ter um computador Itautec Infoway Multimedia. Isso foi em 1996. Era o que havia de mais moderno e lindo! Era um Pentium 100, o disco rígido tinha 1.2 GB, 128mb de memória ram, modem de 28.8 kbps... Naquele fim de ano participei de todos os sorteios que davam computador como prêmio. Não sei quantos cupons preenchi, nem quantas cartas enviei. Só sei que usei todas as técnicas de visualização criativa para ter 'o meu Max'... Demorou, mas deu certo!

Poucos meses depois, em maio de 97, um casal vizinho comprou um computador novo e estavam oferecendo o antigo para ser pago em zil prestações, com impressora incluída, uma HP 680C novinha!

No dia 23 de maio 'o meu Max' foi instalado no meu quarto. Eu nem acreditava que meu sonho estava se realizando. Queria conhecer o mundo virtualmente, queria escrever minhas interpretações de mapa astral, queria visitar os museus online...

A partir daquele 23 de maio de 1997 minha vida mudou completamente. Escrever diretamente no Word, sem fazer antes um rascunho no papel, parecia impossível como pilotar um Boing com tantos controles e possibilidades...

A internet era o meu prazer. Logo estourei as 100 horas gratuitas a que eu tinha direito. Precisei achar um provedor que me desse acesso ilimitado. Eu dormia de dia para navegar de madrugada e assim pagar um único pulso para a Telesp. Da meia noite até as 6 da manhã ali estava eu, online, acesa, com uma xícara de café do meu lado e a janela aberta para dissipar a fumaça dos meus cigarros...

Me transformei então em "MAXXIE". Através dos chats fui conhecendo pessoas interessantes que me levaram a conhecer coisas novas e maravilhosas. Assim foi que acabei por conhecer virtualmente o México todo e sua gente linda e querida. Aprendi espanhol jogando trívia no #Jessica da RedLatina no IRC... Me apaixonei pelos mistérios e ilusões de Quetzalcoatl... Lutei pela implantação dos registros de nicks... Aprendi bem a fazer páginas na internet e até fiz o meu próprio site dedicado à Astrologia, com domínio próprio e tudo! En esos dulces tiempos he sido la brasileña más mexicana que había...

Sabendo espanhol, passei a trabalhar quase que 24 horas por dia, 7 dias da semana. Fiz o site de um programa astrológico profissional, traduzi o software para o português, dei suporte técnico aos clientes... Max ganhou vitaminas, foi ficando cada vez mais poderoso... Foram 2 anos intensos com o Javier, o programador. Foram megas e megas de chats, mensagens pelo ICQ e emails, afinal ele estava na Espanha e eu em São Paulo!

Nesse interim, quem muito me ajudou foi a Ambar. Ela sempre sabia dar solução a algum problema técnico meu, e como eram gostosos nossos chats... É impressionante como nossas vidas deram voltas desde que nos conhecemos. Atualmente preferimos o telefone, e não tarda chegar o dia em que vamos finalmente tomar um café juntas e frente a frente.

Depois, durante algum tempo fiz trabalhos de digitação. Quase que o jardim se transformou num drive-thru. Tive algumas clientes fixas que me traziam sempre seus rascunhos garranchados. Mas acabei por me tornar uma expert em pesquisas na internet. Para um trabalho de conclusão de curso pesquisei tudo sobre a Guerra das Colas, Coca x Pepsi. Outro trabalho que marcou foi sobre o webmarketing, as técnicas de venda online. Fascinante!!

E aí eu me senti sozinha. Resolvi fazer meu perfil no match.com. Descrevi a mim mesma com tintas fortes, intensifiquei meus defeitos, atenuei minhas qualidades. Queria um namorado quase impossível de ser encontrado. Duvidava que fosse ter qualquer resposta. Para meu espanto, vieram 51 respostas de homens de todas as partes do globo. Quantidade não significa qualidade. Dos mais exóticos que me responderam, um era italiano, cantor num restaurante. Ele queria me escrever em português. Para tanto ele escrevia em italiano, passava o texto para um tradutor automático para o inglês e esse texto era retraduzido para o português. O resultado era lastimável... Outro era um da Tunísia. Escreveu em francês que era engenheiro numa petrolífera, e que dinheiro para ele não era problema, que estava disposto a ir ao Brasil ou a me mandar uma passagem para a África para nos conhecermos...

Mas foi o Miguel quem me conquistou quando imprimiu minha foto em criança e a pôs num quadro na parede. Nem me contou isso. Só soube quando ele me mandou uma foto recém tirada para eu ver seu cavanhaque... Seis meses depois cheguei em Faro e não nos separamos mais. Miguel é o meu marido, o meu amor, o meu porquê.

Em Portugal criei este meu blog. A idéia era fazer uma 'central de informações' para evitar ter que escrever as mesmas coisas para a família e amigos. Quase diariamente escrevia alguma coisa, alguma novidade, punha as fotos dos nossos passeios, escrevi sobre alguma diferença, algum choque cultural.

Me rendi ao Orkut. Abri a primeira comunidade sobre tapeçaria de Arraiolos. Conheci virtualmente inúmeras outras brasileiras casadas com portugueses que vivem cá, deste lado do Atlântico. Abri mais uma comunidade e fiz amizades maravilhosas... Todas mais ou menos no mesmo barco, com as mesmas dúvidas, (des)ilusões, saudades... Entre tantas brazucas achei minha irmã de alma, a minha "Sis", a Bianca.

Aprendi virtualmente a fazer cestinhas de jornal com uma dessas brasileiras, a Luciete... e estou desenvolvendo um talento que nem eu sabia que tinha. Através da internet conheci mais artesãs e já recebi alguns convites por email para participar de feiras para divulgar e vender meu trabalho.

Agora estou online de novo. Decidi que vou aprender holandês. Tenho um fascínio pela Holanda que não é novo. Desde que estive em Holambra com minha mãe há muitos anos atrás, desde que vi um documentário sobre as mega obras de engenharia para conter o mar e ganhar território para cultivar flores, desde que os vejo em férias aqui no Algarve sempre simpáticos e sorridentes. A primeira frase formidável que aprendi nessas aulas foi "De muis is in de doos." Ou seja: o rato está na caixa. :-)
Mas às vezes eu penso comigo que talvez fosse mais fácil aprender japonês em Braille.... :-))

A internet só me trouxe coisas boas nestes últimos 10 anos!



publicado por Sylvinha às 12:12
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Sexta-feira, 22 de Setembro de 2006
Referências
Mapa de Faro


Quando eu era pequena, tinha lá meus 4 ou 5 aninhos, eu vivia no Rio de Janeiro. Meus pais me ensinaram que nosso endereço era Rua Raquel Prado, número 7. Na Praia da Bica da Ilha do Governador. Isso era para o caso de alguma coisa acontecer, de eu me perder, eu soubesse dizer a quem me encontrasse meu nome e meu endereço.

Quarenta anos depois. Marquei uns exames para o Miguel numa clínica de Faro. Confirmei o endereço e pedi indicações de como chegar até o lugar, afinal tinha o mapa de Faro online aberto.
- Mas mapas têm nomes de ruas, não?
- Pois, costuma ser assim. É um bom serviço, vejo toda a cidade como se estivesse num helicóptero. - Pergunto em que região está a clínica, se próximo do centro, ou para os lados da marina... A senhora, tão solícita, não soube dizer. Não soube dizer nome nenhum de alguma avenida importante da região...

- Mas é muito simples. Sabes a rotunda do Hospital de Faro? Atão! Sigas pela rua dos semáforos (dizer isso para uma paulistana onde em cada cruzamento tem semáforo é meio absurdo), passes pelas bombas de gasolina (não é genial??) e vais chegar ao Liceu. Conheces o Liceu de Faro, pois não? Respondo que eu não, mas que provavelmente meu marido conheceria. Atão, continuou ela, é só descer até o fim e já está. É fácil de deixar o carro estacionado.

Conseguimos chegar mas demos uma volta inteira na cidade, quando podíamos simplesmente ter abordado pelas avenidas marginais de Faro, sem termos passado pelo centro.

É sempre assim aqui em Portugal. Rasguem os mapas, demitam os cartógrafos, os engenheiros que planejam ruas e avenidas, os políticos que as batizam, os tecnólogos que põem tudo isso online por satélite... As referências são sempre estas: rotunda, bomba de gasolina, a loja tal da esquina, a casa amarela...

Como diria minha mãe, "no dia que pintarem a casa de verde, todo mundo se perde". Talvez em São Paulo. Aqui diriam: "sabes a casa que ERA amarela?? atão! Voltes à esquerda e sigas até a rotunda!"


publicado por Sylvinha às 14:11
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Referências - II
Ed. Itália. Luminária típica da Av. São Luís.


Toda essa história me fez lembrar do meu pai. Naquela época, quando eu tinha, sei lá, uns 10, 12 anos?, ele trabalhava no Edifício Itália, que era o prédio mais alto de São Paulo. A pretexto de almoçarmos juntos, eu deveria ir lá me encontrar com ele.

Eu tinha que tomar o ônibus e descer no ponto final. Ele já me mostrado no mapa como chegar até o Ed. Itália, ali na Av. Ipiranga com a Av. São Luís. O ponto final era mesmo no Vale do Anhangabaú, onde hoje é uma imensa praça. Caso eu me perdesse, eu tinha umas fichas para chamá-lo por algum orelhão (=telefone público). Naquele tempo celular era ainda geringonça de filme de James Bond...

Desci no ponto final e subi a praça do Teatro Municipal. Logo me senti perdida e gastei a primeira ficha.
- Onde vc está?
- Estou no fundo do Teatro, junto de uma loja de roupas muito iluminada!
- Procure a placa com o nome da rua. Leia para mim.
- Conselheiro Crispiniano.
- Isso, filha, muito bem. Pertinho daí vc vai encontrar a rua 24 de Maio. Ande até o fim. Vc vai dar na Praça da República, tem muitas árvores ali. São só dois quarteirões, lembra do mapinha? Quando vc chegar lá no fim da rua, liga de novo pro papai.

Alguns anos mais tarde esse seria meu trajeto matinal. Meu primeiro emprego foi na 24 de Maio. Trabalhei por 2 anos, na Bruno Blois.

Liguei de novo para meu pai.
- Agora é só vc virar a esquerda e vir andando até o Ed. Itália. Não tem erro. Tem uma estátua de um cavalo empinado. Presta bem atenção na hora de atravessar as ruas. Não converse com ninguém, hein? Papai está te esperando. Qualquer coisa, liga de novo.


Ainda me lembro de como eu adorava andar ali e ver as vitrines da H. Stern, da Amsterdam Souer com aquelas jóias maravilhosas...
Anos mais tarde fiquei noiva no Terraço Itália, o restaurante que fica no topo do prédio... E falando em topos de prédio, adorava subir ao heliponto do Ed. Copan para ficar olhando São Paulo inteira ao entardecer... Como era bom ver as luzes se acendendo, os carros subindo e descendo a Consolação... E depois, outros anos mais tarde, morei por ali. Meu carro era um daqueles que subia ou descia a Consolação... onde anos antes eu freqüentava o Opus 2004 com minha turminha quando cabulávamos aula...


publicado por Sylvinha às 14:10
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Referências - III
Sheraton Lisboa Hotel


Lembrei de outra história...
Há 3 anos atrás, quando eu ainda namorava virtualmente com o Miguel, eu sempre batia papo online com uma amiga lisboeta. Ela me disse toda orgulhosa que trabalhava no edifício mais alto da rua. E me pediu que adivinhasse quantos andares tinha o prédio.
Bom, pensei, o Itália tem 50 e nem é assim tão alto, afinal as torres malaias da Petronas têm 88 e a Sears Tower tem 110 andares.
Chutei 75.
Ela falou ofendida: Tás a pensar que Lisboa é Nova York?? Este edifício tem 17 andares!
Eu caí na gargalhada........
O edifício mais alto de Lisboa tem apenas 27 andares e é o Sheraton Lisboa Hotel...


publicado por Sylvinha às 14:05
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Referências - IV
Mapa de Vilamoura. Clique para ver maior.


Outra história. Bem recente. Nesta última 6ªf saí sozinha com o carro para fazer umas coisinhas. Quarteira é bem pequinininha mas ainda assim eu me perco por aqui. A primeira parada foi a papelaria para comprar uns envelopes. Cheguei bem, sem problemas. Dali eu precisava ir ao correio, e não sabia se eu deveria ir adiante ou voltar pela mesma avenida. Fui adiante, e a avenida é circular. Acabei por perder a saída para reentrar na cidade, e acabei na avenida ou estrada que vai dar em Vilamoura. Então tá. Vou ao correio de Vilamoura.

Fui indo. Já estava quase na entrada dos campos de golfe quando fiz o retorno. Vi uma plaquinha indicando o correio e entrei numa ruazinha sem saída. Tinha ali uma família que ia entrando num dos clubes. Sem dúvidas eram estrangeiros. Arrisquei:
- Please. Where is the post-office?
Perguntar não foi problema. O duro foi entender a indicação. Só compreendi "road end", "straight ahead"... E eu fazendo cara de que estava percebendo perfeitamente...

Fiz meia volta para a avenida principal e entrei na rua seguinte. Fui até o fim devagar e nada do correio. Lá no fim, um hotel. Entrei e o manobrista, um angolano, me explicou que era bem lá na frente, no comecinho daquela rua. O sotaque dos angolanos é muito interessante...
Quase na agência, abordo uma terceira pessoa. Era uma brasileira andando de bicicleta: É logo ali, daonde saiu aquela pessoa.
Fiquei agradavelmente surpreendida. Era uma construção em estilo mourisco e a agência estava super vazia!!! A de Quarteira costuma ter uma fila de 30 pessoas, hehe...
Adoro o Algarve no verão!


publicado por Sylvinha às 14:03
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Segunda-feira, 21 de Agosto de 2006
Ser virtual
Se existe mesmo reencarnação na próxima vida não quero nascer homem, nem gato, nem rainha, nem o que quer que seja que outras pessoas costumam dizer. Eu gostaria era de nascer num outro plano da existência, gostaria de nascer na virtualidade.

Ter que tomar banho, escovar os dentes, fazer comida, limpar a casa é muito chato e desgastante. Tudo o que fizermos hoje terá que ser repetido sempre. É muito cansativo. E o que não fazemos hoje fica acumulado para amanhã até que o caos se instala. O corpo fede. Uma casa pede arrumação, limpeza e manutenção constantes. Tem coisa mais chata que tirar o pó? A poeira tem uma reprodução mais ativa que a das bactérias, disse uma amiga quando desabafei com ela estas coisas.

O mundo das idéias é muito mais fascinante e nada repetitivo. Tudo o que já escrevi nos meus blogs e sites continua fresco e vivo como no próprio dia em que foi criado. Nenhuma virgulazinha saiu para passear, nem ficou doente. Continuam no mesmo lugar, não há nenhuma teia de aranha nos cantos das páginas, nem poeira entranhada nas fotos dos meus tapetes arraiolos... Fica tudo sempre perfeito.

Eu queria habitar apenas nesse mundo. Ser só uma idéia, uma consciência sem corpo que ganha vida quando é acessada. Quando alguém precisasse de mim bastava me acessar e pronto. Eu responderia, ou não, e deixaria de existir ao término desse contato. Ou seja, eu só existo enquanto vc me lê, eu só existo enquanto vc pensar no que escrevi, eu só existo enquanto vc pensar em mim. O restante do tempo eu estaria numa espécie de stand by, lendo e estudando, navegando como um byte, criando novas idéias, existindo numa paz virtual.

É muito mais coerente apenas idealizar as coisas do que as realizar. Eu vejo as coisas prontas na minha mente, mas o caminho pela execução é árduo, às vezes entediante, requer pesquisa, aperfeiçoamento, empenho, tempo. Gostaria de ter o dom de materializar minhas idealizações como num passe de mágica, ou como algumas pessoas especiais conseguem fazer em planos espirituais avançados.

Faz algum tempo que ando pensando nisso...


publicado por Sylvinha às 07:47
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Domingo, 9 de Julho de 2006
Porque será?
Porque será que ando lembrando tanto de coisas tão antigas?

Passei batom no carro, num sinal fechado, e veio a voz da minha professora de História do Liceu Pasteur, de 30 anos atrás, a Dona Alzira: "Uma dama não faz sua toilette em público"...

Acho que por causa de tudo isso que anda ocorrendo com a Varig veio à tona o jingle de Natal:
Estrela brasileira no céu azul
iluminando de norte a sul
Mensagem de amor e paz
Nasceu Jesus
chegou o Natal...
Papai Noel voando a jato pelo céu
trazendo um Natal de felicidade
e um ano novo cheio de prosperidade
Varig Varig Varig!!!
Por que a Chiquinha, minha gata, de vez em quando é muito palerminha, comecei a chamá-la de "pamonha", como aquelas brasílias que passam por toda São Paulo com o alto-falante molenga:
Pamonha, pamonha,
pamonha quentinha
é o puro creme do milho verde
é uma delícia, minha senhora!
pamonha pamonha
pamonha de Piracicaba...
É sério. Quando a gente tá longe até desse "inferno" a gente sente saudades. Até de "purelise" de caminhão de gás...

Será que estou ficando velha?
Outro dia, quando dei por mim, estava cantando isto:
A pulguinha dançando iê-iê-iê
o pernilongo mordendo meu bebê
e o dia inteiro a traça passa
a roer, a roer
Nessa festa preciso por um fim
vou chamar, d d drin, d d drin
e os passeios da barata pela casa
vão ter fim, vai ter fim
d d driiiin :-)))
E sabe-se lá por que veio este também, inteirinho, sem erro. Lá estava eu cantando enquanto lavava a louça...
Depois de um sono bom,
a gente levanta,
toma aquele banho,
escova os dentinhos
E na hora de tomar café,
é Café Seleto,
que a mamãe prepara
com todo carinho
café seleto tem
sabor delicioso
cafezinho gostoso, é o Café Seleto
Café Seleto
Aí não parou mais, vieram vários, como contas de um colar de memórias publicitárias...
2 hambúrgueres,
alface,
queijo,
molho especial,
cebola,
picles,
num pão com gergelim!!
E-eu não vejo a hora de te cortar,
te ver mais uma vez, saborear,
1/2 muzzarela, 1/2 aliche ou calabresa,
romana, quatro queijos, marguerita ou portuguesa...
Como é bom te ver
você chegou na hora H,
adooooro pizza com guaraná!
Pipoca na panela,
começa a arrebentar,
pipoca com sal,
que sede que dá!
Pipoca e guaraná,
um programa legal,
só eu e você e sempre no ar, que tal?
Quero ver pipoca pular,
pipoca com guaraná
Quero ver pipoca pular, pular,
soy loca por pipoca e guaraná.
Gua-ra-ná!
Pipoca me faz lembrar do Cônego Olavo, meu "tio-padre", visitando minha avó e tia... Pipoca com aji-no-moto me faz lembrar do Beto e eu vendo Jornada nas Estrelas e Viagem ao Fundo do Mar na tv quando éramos crianças... Ou as corridas de F-1...

Comentei com as Zucas e uma delas me fez lembrar ainda deste:
Quem bate?
é o frio....
Não adianta bater...eu não deixo vc entrar,
nas Casas Pernambucanas é que vão aquecer o meu lar,
vou comprar flanelas, lãs e cobertores eu vou comprar...
nas Casas Pernambucanas e não vou sentir o inverno passar"

Lembrei agora de mais um...
Groselha Vitaminada...Milani...
Yahoo!
É uma delícia...
no leite, no refresco e no lanche,
pra tomar a toda hora
na sua casa, na festinha, na escola
tudo fica uma delícia
guarde o nome, não se engane,
Groselha vitaminada Milani!!

Gente? O que está acontecendo comigo?
Destampei o baú... e não pára mais!!!

Dá-me um Cornetto
molto crocante
é pio cremoso
é da Gelatto...
Cornetto é própia Itália
Te voglio bene, Cornetto mio!!!

 


publicado por Sylvinha às 23:59
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Sexta-feira, 30 de Junho de 2006
Coisas do futebol...
Pois é. Miguel não liga para futebol. No Euro ele ameaçou desligar a tv de tanto que eu torcia. É que ELE estava ficando com o coração acelerado, tomando gosto pela coisa, como tigre quando caça pela primeira vez e sente o gosto do sangue. Todo o instinto vem a tona!

Agora é Copa do Mundo. Chamam isso aqui de "Mundial". Ah tá.

O mais engraçado, no sentido de gozado mesmo, é que os portugueses jogam de "camisola" e "botas"!!!! É sério. Morri de rir quando ouvi isso pela primeira vez. Tem vários nomes curiosos, como "baliza" (com Z!) em lugar de "traves", "fora de jogo" em lugar de "impedimento"... São vários os termos diferentes.

Curioso também é que a medida que Portugal vai avançando no campeonato o Luiz Felipe Scolari vai ficando mais "chegado". Sabem como é? O próprio Miguel já quer falar "Felipão". Aí eu digo para ele: "Que ousadia é essa?? Só pode ter essa intimidade com o homem quem tem 5 estrelas no peito, pá!! Pra vc é 'Mister Scolari', ok?"
Ele fica doidoooo comigo :-)))

Uns 3 meses antes da Copa começar eu já tinha nossas bandeiras compradas e guardadas, bem escondidinhas. Uma semana antes coloquei as duas num mesmo bambu, e o bambu dentro de um garrafão de água de 8 litros. Coloquei a brasileira por baixo da portuguesa e as duas foram tremular na varanda que dá para a rua. Por alguma razão inexplicável e desconhecida, a portuguesa bandeava soltinha em qualquer brisa. A brasileira pesadona ficava parada e murcha. Com a maior boa vontade Miguel tirou o bambu da água e o fixou com parafusos na muretinha. Não resolveu até que ele trouxe um segundo bambu. Agora é lindo ver como a brasileira voa com qualquer ventinho mínimo.

O mais gostoso de tudo está sendo matar as saudades do Brasil... Como a SIC resolveu transmitir só alguns jogos, pela internet deram a dica de como assistir aos jogos do Brasil com a narração do Galvão Bueno!!! Foi maravilhoso ouvir depois de 2 anos "Bem, amigos da Rede Globo, falamos ao vivo de...."
GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL
É doooooooo Brasiiiiiiiiiiiiilllllllllllllllllllllllllll
Brasil-il-il-il-il
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRonaldinhooooooo!!!!!

Miguel no fundo gostou da transmissão. Mas não entendeu ainda direito o que é isso. Digo que o Galvão é patrimônio cultural brasileiro. Galvão é como pão de queijo, bombom Sonho de Valsa, feijoada, água de côco, pastel de feira, comida da mãe, colo do pai, essas coisas que a gente sente falta quando está longe. Duvido que fôssemos tão apaixonados por carros e corridas desde criancinhas (falo do pessoal a partir de 40 anos) se não tivéssemos aprendido a torcer pelo Émerson, Piquet, Senna com o Galvão e o Reginaldo Leme nas manhãs de domingo... Falam sobre o exagero entusiasmado do Galvão, mas é isso que nos contagia. É isso que nos faz enfeitar as ruas de norte a sul do Brasil com as nossas cores, faz a gente ter esse orgulho de ser brasileiro e de vestir a bandeira, de chorar quando ouvimos nosso hino ou quando somos vitoriosos... Não falta muito para ter muita escola, ginásios de esporte no interior ou praças com o nome do Galvão... Quem viver, verá ;-)

A Rede Record monitorou o coração de um torcedor brasileiro fanático, de meia idade, durante os 90 minutos do jogo contra o Japão, creio. O coração do homem chegou a 176 batimentos por minuto. A SIC ou a TVI resolveram fazer o mesmo. O torcedor era um médico portuga que tomava sua própria pressão a cada 5 minutos durante um jogo da seleção portuguesa. O coração dele chegou a meros 120 batimentos. A narração da SIC não empolga ou então os portugueses são mais comedidos nas comemorações. Salvo minha amiga Helena que num jogo do Benfica precisou ser atendida pela unidade móvel do estádio, hehe. Maldito Moretti!!! :-))

Mas bola prá frente. Se Brasil vencer a França (aliás aquele "trroá-zerrô" tá engasgado desde 98) e se Portugal vencer a Inglaterra (como já fez naquele jogo emocionante do Euro 2004), vai dar Brasil x Portugal. Já avisei o Miguel. No primeiro tempo vou torcer por Portugal como sempre faço. No segundo, sinto muito, "meu coração é verde, amarelo, branco, azul anil. Eu te amo, meu Brasil, eu te amo!". Isso porque "a taça do mundo é nossa, com brasileiro, não há quem possa!!!

"Eu
sou brasileiro
com muito orgulho
com muito amo-o-o-or"
Tava cantarolando isso junto com todo o estádio, meio distraída, e o Miguel falou brincando:
- Sai da cama! Não quero nenhum brasileiro aqui!

HEXAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!


publicado por Sylvinha às 08:45
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Quinta-feira, 25 de Maio de 2006
As memórias que um cheiro nos traz...
Eu estava deitada vendo a novela mas tinha muito sono... Virei na cama e senti no meu travesseiro o aroma de rosas do sabonete Phebo, o preto... Não há deste sabonete em Portugal, Ou, se há, não tenho em casa. O cheiro se formou de alguma  maneira  misteriosa...

Imediatamente fui remetida à minha infância, à casa da minha avó materna... Até adormecer, fui colecionando detalhes que me vieram à lembrança...

Era o sabonete que durante anos e anos foi usado na piazinha da copa. A pia negra, a toalha esticadinha para logo secar... A mesa de almoço em fórmica madreperolada, as cadeiras estofadas, a oração em alemão antes de comermos... No armário fixo ao lado, as xícaras inglesas para os lanches de domingo, as muuuitas xícaras de plástico colorido para serem empilhadas até desabarem como castelos de cartas...

A cozinha, as portas com vidro, a velha geladeira branca, o fogão branco pesadão, a longa pia com mármore escuro... O quartinho de costura. Quanta roupa minha avó não fez para mim naquela mesa sólida de passar... Os armários cheios de retalhos, linhas... As revistas Burda... Os quadros feitos dos calendários do laboratório com paisagens dos picos suiços nevados... As borboletas ou flores com pétalas de coração que minha avó desenhava com os lápis de cêra Guitar que eu quebrava... A Lili e eu jogando "stop".... 

A despensa com o cheirinho tão peculiar das latas verdes de açúcar, farinha, mantimentos ou biscoitos de onde eu roubava pão de mel enquanto meus avós descansavam...

O piso de madeira da sala rangia, o grosso tapete cinzento debaixo da mesa de jantar... A tv no canto, a poltrona rosada de plástico, a poltroninha emprestada da saleta de visitas todas as noites na hora da novela... Quantos Natais lindos ali em família, os jantares de kartoff kleuse... O telefone na saleta junto do sofá: 70-69-65... A maravilhosa enciclopédia em inglês do meu avô... Nossas fotos nos porta-retratos... Os quadros de hortências e flamboiãs pintados pela Tante... 

No hall, junto da escada, o chapeleiro com todos os bonés que minha avó fazia para ele passear. No terraço envidraçado, o sofá de balanço verde com alguma parte da Folha de São Paulo dobradinha em 4, as palavras cruzadas feitas por ele em questão de 5 minutinhos...

Ah, o jardim... As estrelítzias, os agapantos roxos e brancos, as azaléias, os brincos de princesa dependurados, o gramado, o pinheiro europeu tão alto... A roupa ensaboada deixada ali para tomar sol...

Tudo tão arrumado, tudo sempre tão limpinho, tão calmo... Era verdadeiro.... Nunca vi uma gaveta em bagunça que fosse... Tudo tão certinho. Como é que minha avó conseguia?

O carpete caramelo da parte de cima da casa, a maravilhosa penteadeira da minha avó com mil gavetinhas, o porta-jóias de cristal com a aliança de brilhantes... a caixinha de música sobre a cômoda com uma bailarina... Meu avô fazendo a barba e acertando o bigodinho bem cedo enquanto ouvia o Pulo do Gato na Bandeirantes, o cheiro morno da água, o terraço para o quintal, as manhãs frias e azuis de maio...

Maio...
Num 23, ele se foi... Num 30 ela nasceu...
Num maio distante, uma viagem no tempo... na saudade...
Quanta saudade....


publicado por Sylvinha às 08:58
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Segunda-feira, 8 de Maio de 2006
Grande ajuda
Algumas pessoas vêm a nossa casa só quando precisam de alguma coisa, ou quando é inevitável virem. E quando estão aqui nem disfarçam que reparam nas bagunças ou em alguma coisa suja. Fazem observações ácidas de menosprezo e com isso se sentem de alguma forma melhores.

Outras pessoas também observam as falhas da casa mas é na humildade que mostram sua alma generosa e superior. Assim fez meu enteado, o Fernando, que podia muito bem ter ido à praia se bronzear, ou ir ter com sua mãe, afinal ontem foi o domingo do Dia das Mães aqui em Portugal, mas que se ofereceu para vir aqui me ajudar.

Veio de boa vontade, me ajudou a arrumar uns livros, arrumou uma gaveta, limpou o fogão, limpou a gordura que se acumulou em cima e por dentro do armário da cozinha, limpou atrás e embaixo do fogão e do freezer... Quando precisou de um material que não tinha aqui em casa, não teve tempo feio. Foi ao mercadinho com a própria carteira e voltou com várias coisas que lhe facilitariam o trabalho...

Acabou precisando ir embora antes do que ele imaginava, mas sua atitude me deu uma grande motivação de querer ver tudo brilhando e perfumado aqui em casa novamente... Fiquei muito feliz! 


publicado por Sylvinha às 23:59
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Domingo, 7 de Maio de 2006
Saudades do Galvão Bueno...
É difícil não lembrar do Galvão quando o narrador fala "RRRRRRock in RRRRRRRio Lixboa" na propaganda da mesma forma como o Galvão falava RRRRRRRonaldinho nos jogos de futebol da seleção, hehehe...

Até tentei, mas não consegui. Não tem jeito, eu não consigo. Eu detesto os locutores da televisão portuguesa. Juro que tentei ver a corrida de Fórmula 1. Mas foram tantos ãããã, mmmm, éééé na escolha das palavras que me irritei e os mandei a pqp..., digo, mudei de canal.

Deve haver um jeito de captar a narração do Galvão pela internet ou com alguma antena super-hiper-duper poderosa de rádio... Quem souber que me diga.

publicado por Sylvinha às 23:59
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Sábado, 15 de Abril de 2006
Olá para todos!!!

Chiquinha dorme tranquila na camisa do Miguel em seu primeiro dia conosco.Meu nome é Chiquinha, sou uma nenê-miau que Sylvia e Miguel adotaram. Miguel me deu de presente de Páscoa para a Sylvia, ela nem acreditou quando cheguei.

Ainda não sei miar, tenho os olhos indefinidos em cor de grafite e caibo direitinho na mão da Sylvinha. Sou muito bebezinha, devo ter apenas de 21 a 30 dias de idade...

Nasci no campo de golfe, minha mãe não sabia cuidar de mim... Agora ganho leitinho de hora em hora, durmo no velho cesto de roupa para lavar e pio o dia inteiro para deixar todos loucos de pedra.

Já estão tão loucos que me fizeram um blog. Já não tenho mais privacidade, me cegam com o flash das fotos e falam até de quando me sujo toda. Pois, aqui está meu blog: http://chiquinha.blogs.sapo.pt
Vem brincar comigo!



publicado por Sylvinha às 11:33
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Sexta-feira, 17 de Março de 2006
Simpáticos e forretas, hehehe....


O pessoal do Totta é muito simpático mesmo. Mas pão duro, como todo banco é. Foi o que me passou pela cabeça quando recebemos em casa essa publicidade.
Vamos pensar juntos? Se eu quisesse 10 euros emprestados pedia para meu marido, ou para minha vizinha... Nunca iria ao banco. Lá iria se quisesse, sei lá, uns 500 euros.
Então? Porque não puseram a imagem da cédula de 500 euros, pelo menos para a gente conhecer e desejar??
Eu nunca segurei uma nota de 500 na mão. E vc?


publicado por Sylvinha às 12:33
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Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2006
Novidades do front...








Faz uma eternidade que não escrevo aqui...



Curiosamente ninguém da minha família, ou amigos, protestou a falta de notícias no blog...

Seguramente eles têm coisas mais importantes a fazer que ficar lendo minhas bobagens, hehe...

Enfim, somente para registro, escrevo antes que me esqueça de tudo, para daqui a alguns anos meus netos lerem ou eu mesma relembrar...



Num dia desses quando fomos abastecer o carro, conseguimos - finalmente - alcançar o número de pontos para ganhar uma batedeira. Não é nenhuma planetária Arno mas dá muito bem para por as claras em castelo (=neve) para uma boa omelete ou um bolo de pacote mais lisinho, mais homogêneo. Passei quase dois anos evitando as receitas que pedissem claras assim...



Tanta propaganda das cozinhas planejadas da IKEA na tv que fiquei com o gostinho. Antes que ficássemos tentados a nos enfiar em dívidas, Miguel deu novo jeito no meu lava-loiças. Saiu um pano podre que tapava o encanamento e a garrafa do gás e foi pregada uma madeira bonita com porta envernizada, toda linda. Coincidência ou não, foi por volta do 14 de fevereiro...



Continuo fazendo cestinhas. É só isso que tenho feito. Estou maravilhada com as possibilidades da cestaria em jornal, e fiz um novo blog só para exibir (leia-se "vender") meus trabalhos:
http://virautil.blogs.sapo.pt
.

Desde que o mundo é mundo o homem faz cestos, e ainda assim há novidades... Foi Miguel quem escolheu o nome, quase quis mudar para "Vida útil", mas ficou "Vira útil" mesmo. Afinal transformo jornal em cesta.

Estou com mais idéias em mente que tempo para executá-las!



Ah! Nevou no Algarve!!!

É como se eu dissesse que nevou no Rio de Janeiro, digamos em Petrópolis, entendem?

Nevou na serra de Monchique, a 70km daqui onde estivemos em dezembro ("Campo e praia no Algarve", fotos no álbum), mas Miguel e eu ficamos muito bem quentinhos debaixo dos cobertores e com o aquecedor ligado, vendo um filme. A Célia e as crianças foram de carro ver a neve. O nariz da Sara na foto estava azul :-)))

Apesar de eu ter loucura para conhecer a neve ao vivo, só vou quando tiver roupas beeeem quentinhas de inverno: botas, casacão, luvas a pilha....

Nesse dia nevou em Lisboa, coisa que não acontecia há 52 anos.



Por toda parte, com tanta chuva, já se vê as florzinhas pelos campos. Primeiro vieram as amarelas mais rústicas. Agora já se pode ver as bem-me-quer... Está tudo verdejante, tudo lindo, tudo renovado depois de 2 anos de seca...



Como terminamos de pagar o carro agora estamos zerando nossa listinha dos desejos. Já compramos uma camara digital nova, uma impressora com scanner novinha da HP e um telefone sem fio cheio de dregue-dregre :-))

A próxima compra de impulso será um exaustor/depurador para o fogão ou talvez um colchão...



Quanto à TV, não assisto mais "Belíssima". Começa depois das 11... Nem "Um só coração", pois começa depois da meia noite. A  SIC se esquece que tem gente que trabalha em Portugal, que se levanta antes do dia amanhecer... Vou esperar a Belíssima reprisar no GNT, nem que seja daqui a 5 anos. Semana passada começaram a exibir "O Clone", de 2003. Adoro essas novelas antes do botox, hehehe...



Falando em televisão... Desde a meia-noite até as 10h30 da manhã da 2ª e da 3ªf de carnaval a GNT retransmitiu a cobertura do desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro feita pela equipe da Globo.

Vcs repararam? Da boca dos apresentadores, jornalistas e comentaristas não se ouviu nenhum éééé, nenhum mmmmmm, nenhum ããããã  entre palavras... Não houve frases esticadas com idéias vazias ao estilo
"de facto", nem advérbios sem conteúdo como "nomeadamente"... Tudo limpo, sem qualquer titubeio ou balbucio. E... ao vivo!!! Em directo 10 horas seguidas a cada noite!!!

Os jornalistas portugueses deveriam aprender esse estilo, vcs não acham??





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Terça-feira, 10 de Janeiro de 2006
Briga boa






Detalhe do jornal de ofertas do hipermercado Jumbo,

com validade de 19 a 31 de julho, página 6.

Clique na imagem para ampliar




Uma outra briga boa para se entrar era a contra os tapetes chineses.



Fico doente, me caem os dentes, fico azul quando vejo nos hipermercados de Portugal os tapetinhos arraiolos a preço de banana. Vendem como "ponto fino", não têm a ousadia de chamar de "arraiolos".



Mas o que eles custam prontos mal paga o que eu gasto em lã para bordar um. Uma bordadeira profissional mal e mal ganha um salário mínimo (+-360 euros) para bordar 8 horas por dia. São necessários 15 dias para que apenas 1m² seja bordado... Um metro quadrado bordado em Portugal custa em média 200 euros; um tapetinho chinês custa no hipermercado, prontinho, com franja e tudo, apenas 38 euros.



Como é que os próprios empresários portugueses compram esses tapetes chineses para vender aqui?

É como se Cuba importasse charutos feitos na Bahia para vender nas tabacarias de Havana.

Ou que a França comprasse vinho espumante do Rio Grande do Sul para vender nos bistrôs de Paris...

Ou seja, um absurdo!!!




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Terça-feira, 27 de Dezembro de 2005
Mais fácil que emagrecer







Completei dois anos sem fumar.

Fumei durante 25 anos cerca de 20 a 30 cigarros diários.



Penso que é mais fácil parar de fumar que emagrecer.



Digo isso porque a vontade de fumar é apenas uma, definida. Sendo apenas uma é fácil de reconhecer e resistir. Mas as vontades da gula são inúmeras. Vontade de pizza de muzzarela, vontade de petit gateau, desejo de sorvete de nozes, gana de rosquinha feita pela Luzia, ai que vontade que dá...



Imagem do blog da



Maria Papoila
, que deixou de fumar há 4 anos.




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Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2005
Nosso Natal



Célia conseguiu reunir toda a família em seu novo apartamento. Primeiro Natal nele. Pediu que chegássemos logo porque serviria a ceia às 8 horas. Chegamos lá a tempo, e nos 12km que separam Quarteira de Loulé, não tinha viva alma nem nas ruas... Trânsito livre, totalmente vazio, apesar do chuvisco...



Lareira acesa e enfeitada com botinhas natalinas que a Célia e a Sara fizeram, Sara estava hiper-excitada como toda criança ansiosa por abrir presentes. Rafael, sonolento por causa do resfriadinho, Célia na cozinha meio atrapalhada... Miguel tinha prometido que nem chegaria perto do computador, nem que lhe pedissem. Depois de descascar umas batatas, fiquei na sala atrapalhando o filme em dvd que a Sarinha queria ver porque fiquei conversando com o Fernando e o Darren. Miguel, o marido da Célia, serviu-nos vinho, lulas fritinhas, biscoitos e bombons. Tinha dormido apenas 4 horas depois de 33 seguidas de trabalho na pastelaria...



Debaixo da árvore de Natal havia uma infinidade de presentes. Sara não cabia em si, já não sabia mais o que fazer para o tempo passar. O filme não a entretia. Inventava jogo de cartas, corria para lá e para cá, falava alto. Célia, ainda na cozinha, estava atônita com a ansiedade da menina. Miguel já estava no computador exibindo a quem calhasse de passar por ali algum de seus 13 blogs... Sim, treze. Todos enfeitadinhos para o Natal :-))



Enfim, lá pelas tantas fomos para a mesa. Não fizemos uma oração pelo aniversariante. Miguel (da Célia) serviu uma frigideira de camarões a alho-óleo maravilhosos e fatias do famoso pão de passas. Depois tomamos uma sopa-creme de cenoura, e por fim, salada, bifes enrolados e purê de batatas. Comemos devagar, apreciando aquelas delícias e conversando na mesa, sem nem perceber o tempo passar. Sara foi apagando. Quando a vi, estava já meio caída sobre o braço do avô, murchinha... Comemos tanto que nem acreditamos quando Miguel retirou os pratos para trazer as sobremesas. Célia disse que ela estava com sono porque nem quis fazer uma sestazinha de tarde, e agora tudo o que ela queria eram miminhos do avô.

Que miminhos, que nada!

Que sobremesa, que nada!!

Queremos presentes!!!!

Queremos presentes!!!!

Queremos presentes!!!!



A sobremesa ficou mesmo para depois e Célia começou a entregar os presentes. 90% de tudo que estava ali eram brinquedos para as crianças. Ganharam bonecas, carruagem para boneca, avião, disco voador com comando, bola, trenzinho. Os olhinhos do Rafael cresciam a cada papel rasgado. Não sabia com que brincar, de tanta fartura :-)



Sara vibrou quando abriu seu tamagoshi tão esperado. E vibrou mais quando abriu o segundo! Miguel ganhou duas malhas de lã lindas, meias e cuecas. Eu ganhei um par de brincos numa caixinha de madeira lindinha . Ganhei também um livro com gráficos para bordar, mas então o Fernando se deu conta que era todo em inglês e se prontificou a trocar por outro em português. Então tá. Nosso presente mútuo foi um cofrinho para moedas. Uma lata bonitinha com uma fenda, que custou apenas 70 cêntimos na loja do chinês. Ano que vem, se Deus quiser, Miguel e eu estaremos no Brasil. Fernando, chocólatra muito esperto, não deixou ninguém ver os bombons que pusemos dentro da cestinha que lhe fiz, hehe, manteve seu presente bem dentro do papel :-))



Terminada a euforia dos presentes, sentamos novamente para comer as sobremesas: bolo rei (adoooro bolo rei), um rocambole de chocolate lindo com enfeites natalinos e um cálice de Bailey's. Tinha mais alguma coisa à mesa que agora não me lembro de jeito nenhum...



Olhei para o Miguel e percebi que ele tinha sono... Achei melhor virmos logo embora, antes que o sono ou o frio aumentassem...







No dia seguinte, no nosso Natalzinho íntimo, comemos bolo rei com vinho do porto, e fatias douradas! Mamãe fazia rabanadas como ninguém, e Miguel fez para nós do jeito português, usando pão de forma. Não sei se foi porque eu tinha tanta vontade, mas achei maravilhosas. Comi até me fartar :-)))



Assistimos juntos na tv o filme do Padre Marcelo Rossi, "Maria, Mãe de Deus", e então, tanto minha cunhada Raquel como Papai ligaram. Quanta emoção...:-)))




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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2005
Stand by





Anuário dos Tapetes de Arraiolos



Faz tempo que não escrevo aqui, é verdade...

Não é que tenha deixado de gostar de bordar, ao contrário, continuo adorando. Mas é que ganhei um presente lindo.

Talvez de tanto fazer publicidade da promoção imperdível do vídeo da Serranofil que ensina direitinho a bordar o ponto de Arraiolos eu ganhei deles o Anuário dos Tapetes de Arraiolos.

Fizeram um livro com a imagem e medidas de mais de 700 tapetes, cujos gráficos foram publicados nas revistas portuguesas especializadas em arraiolos. Tem ali cada coisa tão linda, mas tão linda, que decidi parar de bordar o "tapete dourado" (esse que aparece no esquema à direita da prioridade dos tapetes) e que era para ser da minha tia Wilma. Enviei para minha tia o Anuário para que ela tivesse a chance de escolher ela mesma um tapete, bem de acordo com seu gosto,
para eu bordar...

Agora estou aguardando saber qual será minha próxima obra.




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62-Amarelo



Miguel nunca foi nos almoços de confraternização de fim de ano da empresa porque era apenas para os funcionários. Esposas e filhos eram deixados de lado. Fora isso, Miguel era testemunha de Jeová e eles não comemoram o Natal. Enfim, como nada neste mundo é eterno, as mentalidades mudaram: nem Miguel é mais TJ, e a Lusotur convidou os familiares para a confraternização deste ano. Em anos anteriores aconteceu no Casino. Agora optaram pelo restaurante da sede do campo de golfe.



Lá fui eu toda linda, de unhas feitas e cabelo arrumado, toda em preto com minha echarpe de tricô bege da Mango que a Patrícia me deu. Nem todos funcionários ficaram sabendo da abertura aos familiares, mas havia lá muita gente. Miguel estava todo tímido, mas uma gracinha numa camisa amarela com o colete de lãzinha azul claro.



O anfitrião, o administrador de todos os 5 campos de golfe do complexo da Lusotur, o Sr. Henrique Silva, foi muito simpático. Além de fazer o discurso de boas vindas a todos, correu de mesa em mesa. Com o Miguel foi especialmente encantador, perguntando pela sua saúde.



O almoço foi impecável. O buffet estava completo para todos os gostos, uma fartura. Vários tipos de saladas, várias opções de pratos quentes, e inúmeras frutas e sobremesas. Tinha desde espaguete na manteiga que criança adora, camarões mil para todas as Sophies esganadas encherem o prato (e como há sophies por aqui, hehehe), carnes, até bacalhau com natas. Água e vinho a vontade, branco e tinto, em todas as mesas. Quem preferisse um refrigerante, era só pedir ao garçom. E almoçar vendo pela varanda o relvado magnífico foi maravilhoso.



Para todas as crianças até 13 anos apareceu um Pai Natal que distribuiu prendas e levou-as para brincar fora do restaurante da sede. Deu-lhes brinquedos de acordo com o sexo e idade. Quem comprou fez excelentes escolhas na faixa dos 10 a 20 euros. Todas as crianças ficaram felizes.



Deram logo na entrada aos funcionários um número para a tômbola. Nosso número era o 62-Amarelo. Não nos deu sorte, mas todos ao nosso redor ganharam alguma coisa dos fornecedores da Lusotur: torradeiras, cafeteiras, sacolas com café, vinhos, estadias para 2 pessoas nos hotéis (incluindo Londres ou Fortaleza, no Brasil!!!), e até um home-theater.



Foi quando pedi um vinho do porto no bar que me dei conta de que eu tinha dito ao Miguel, numa das primeiras vezes que o ele me levou para conhecer o Millenium, o campo de golfe onde ele trabalha, que um dia almoçaríamos no restaurante da sede. Algum anjo passou por nós quando eu disse aquilo, porque afinal essas palavras tiveram poder e se materializaram.

O vinhozinho então ganhou um sabor muito, muito especial!




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Domingo, 18 de Dezembro de 2005
Gatinho Optimus
Estou apaixonada por esta coisiquinha linda, meiga, fofa, peludinha.
Esse gatinho amarelo, junto com um peixinho num aquário, um cão e uma avezinha exótica, faz parte de uma propaganda de telefonia aqui em Portugal.
Agora, no segundo filme, estão ainda mais doces! Um encanto :-)
Tal qual aquela campanha inesquecível da Parmalat, Mamíferos/1998 - "tomou?" -não me canso de ver :-)
 


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Sábado, 17 de Dezembro de 2005
Minhas cestas em Aveiro



Não ando fazendo apenas sesta diariamente.

Faço cestas.

Dia 3 de dezembro inaugurou em Aveiro uma linda loja chamada VerDesperto. Sua proprietária, a Helena Thadeu, acabou por me convidar para lhe enviar algumas peças, estilo "porta-trecos".

Então tá. Postei no correio no dia 2 uma caixa com 8 peças.

Clique nas fotos para vê-las maiores.







Peças em P&B para casa
de banho


- porta papel-higiênico, para 4 rolos

- cestinha porta-charmin


Porta-Guardanapos

Compostos por 116 delicadas rodelas cada um, trata-se de um modelo simples porém trabalhoso, que demandou cerca de 50 horas de execução.


Peças em "Confetti" para
casa de banho

- porta papel-higiênico, para 4 rolos

- porta-algodão em discos


Peças em Rosa para
jardinagem

- cachepot para vaso de Ø12cm

- cestinha retangular com alças duplas





Apesar de nenhuma dessas peças aparecerem nas fotos da loja, ainda estão a venda por lá.





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Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2005
Gatinho visitante






De novo aconteceu.

De manhãzinha, num dia desses, ouço um gato miar.

Dessa vez estava bem acordada e fui direto abrir a porta.

Logo pensei que fosse o gato negro.

Errei.

Era um gato branco.

De pelo longo.

Um olho cor de mel e o outro azul. Lindo!!!

Um gato de fina estirpe, bem tratado...



Abri a porta e ele logo entrou. Entrou como se já tivesse vindo aqui antes. Entrou como se fosse dono passando revista na propriedade. Foi farejando tudo, passeando por entre os móveis - e até debaixo deles, miando de vez em quando para mim...



Imaginei que fosse uma fêmea prenhe procurando um canto tranquilo para ter seus filhotes... ou, pior, um lugarzinho para fazer um belo cocô... Acabei por terminar o passeio do bichano.



Muito carinhoso, se deixou pegar. Fiquei fazendo carinho e o gato ronronou. Como gosto de gatos... que saudades tenho dos que tive... Queria muito ter um gatinho de novo.



Enfim, como um gato lindo assim deve ter dono, dei-lhe um pouco de leite, fui abrir a porta da rua do prédio e o deixei ir embora.



 





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Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2005
Mais novelas



Pois é.

Anda valendo a pena fazer sestas para ver televisão de noite. Agora assisto a "Belíssima" e a mini-série "Um só coração", que vi ainda antes de vir para Portugal em 2004.



Assisto por pura saudade. Saudade de São Paulo. Adoro na Belíssima quando citam os nomes das principais avenidas ou mostram cenas de rua.
Aliás, o primeiro capítulo me pôs em lágrimas quando mostraram todos os cartões postais da minha cidade a pretexto do desfile das manequins em lingerie no contexto da novela...



Saudades daquele trânsito miserável, parado. Daquela poluição. Daquelas chuvaradas terríveis... Ainda rio quando nos noticiários daqui mostram as imagens das principais vias de acesso em Lisboa ou no Porto. Vejo aquele transitinho livre, tranquilo e fluente, e ouço o locutor descrevê-lo como moroso, pesado. Os portugueses ainda não sabem o que é um congestionamento de 150km, hehe... São Paulo é uma cidade de 1ª! Raramente mudamos para a 2ª. Ali se anda dois metros a cada 5 minutos por volta das 7 da noite...



Quanto à "Um só coração", o locutor da SIC resume como uma mera história de duas moças belas em tempos difíceis. Nem lhe passa pela cabeça que se trata da história de São Paulo, dos anos 20 até a 2ª Guerra Mundial, e que aliás a mini-série foi especialmente escrita em comemoração aos 450 anos de fundação da cidade.



Todo o panorama histórico do Semana de Arte Moderna de 22 ou a Revolução Constitucionalista de 32 foi esquecido de ser mencionado... Nomes ilustres como Oswald e Mário de Andrade, Villa-Lobos, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Assis Chateaubriand, Ciccilo Matarazzo ou Pagu não fazem sentido por estas bandas do mundo... Todo o conteúdo histórico fascinante se perde por cá numa mesmice folhetinesca de mera ficção super-produzida...





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Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2005
Campo e praia no Algarve


Miguel entrou em férias dia 12. Até o 27 de dezembro.



Ficar em casa num dia bonito é um desperdício total.




Clique aqui para ver o álbum com todas as fotos deste passeio!





Então saímos a passear na quarta-feira, sem destino.
Fomos para o lado de Albufeira e seguimos em frente. Foi então que Miguel resolveu que iríamos a caminho de Monchique. Monchique é uma estância de águas. Inclusive sua famosa água mineral é engarrafada. É ideal para quem tem necessidade de sódio no organismo.



Numa das paradas para fotografar, Miguel aproveitou para comer sua barrinha energética. Era perto da uma da tarde e tínhamos fome. Foi nessa hora que juro que vi uma raposa sair do mato e entrar correndo na estrada. Miguel acha que era só um cachorro... Foi muito rápido.




Seguimos adiante até que numa das curvas da estrada encontrei uma lojinha que vende cestas. Pára! Pára! Quero ir lá!!. E fui. Não tinha ninguém atendendo. Pude mexer nas cestas a vontade, fotografá-las, examinar como foram feitas... Ninguém me incomodou, fiquei um tempão ali vendo tudo em detalhe até não aguentar de frio...



Mais além paramos num posto de gasolina para um pit-stop. Fome mais vontade de fazer xixi obrigaram :-) Comemos sandes (sanduíches), e enquanto eu esperava, tomei um café. É curioso aqui em Portugal. Servem apenas meia xícara. O café é muito forte. Tenho que me acostumar a pedir "café longo", para completarem a xícara com água.




Ainda era Outono, ainda havia árvores avermelhadas na paisagem, ainda que no Algarve sejam raras. O lindo na Serra é que de cada curva da estrada se vê no horizonte o mar. Nas tardes o mar fica prateado pelo sol, muito brilhante.



Então Miguel decidiu me levar para conhecer a Praia da Rocha, em Portimão. Quanto mais ao leste, mais falésias há no litoral. Quando chegamos lá dou com uma escada de madeira que ía do nível da rua até abaixo, na praia. A altura é como o de um prédio de 6 andares. Fiquei com medo. Meu peso não comporta muitas aventuras...




Descer talvez fosse fácil, mas e depois para subir?? Fui descendo devagar, parte por parte da escada. A praia é de uma beleza indescritível... Um azul puríssimo, profundo e distante... Safira e jade líquidos. Continuei corajosa e cheguei à areia. Miguel descobriu uma passagem dentro da rocha (que aparece sobre o ombro esquerdo do Miguel) e engatinhou por ali, descobriu uma caverna cujo teto é o céu, tudo escavado pelo vento e o mar. De dentro dessa caverna é que fotografo o mar na última foto da camarazinha.



Devagarzinho, lance por lance subi as escadas de volta para o carro. Já sabia que viria uma dor muscular daquelas, hehe... Nesse dia ainda fomos à Loulé, levar a correspondência da Célia. Sorte que não estavam em casa, porque o apartamento é no 2º andar, e assim não precisei sair do carro. Durante 4 ou 5 dias minha perna esquerda doeu muito, muito mesmo, de ficar quieta na cama quente e tomando remédio, hehe... Para compensar meu joelho direito a perna esquerda trabalha mais...



Mas valeu a pena. Espero voltar lá mais leve e com uma câmera digital mais livre para tirar mil fotos :-)




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