| Quem sabe ainda não vou à praia para um banho de mar hoje, meu aniversário
Veja o vídeo desta notícia da SIC. |
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Uma das coisas que mais desejei na minha vida foi ter um computador Itautec Infoway Multimedia. Isso foi em 1996. Era o que havia de mais moderno e lindo! Era um Pentium 100, o disco rígido tinha 1.2 GB, 128mb de memória ram, modem de 28.8 kbps... Naquele fim de ano participei de todos os sorteios que davam computador como prêmio. Não sei quantos cupons preenchi, nem quantas cartas enviei. Só sei que usei todas as técnicas de visualização criativa para ter 'o meu Max'... Demorou, mas deu certo! |
![]() Toda essa história me fez lembrar do meu pai. Naquela época, quando eu tinha, sei lá, uns 10, 12 anos?, ele trabalhava no Edifício Itália, que era o prédio mais alto de São Paulo. A pretexto de almoçarmos juntos, eu deveria ir lá me encontrar com ele. Eu tinha que tomar o ônibus e descer no ponto final. Ele já me mostrado no mapa como chegar até o Ed. Itália, ali na Av. Ipiranga com a Av. São Luís. O ponto final era mesmo no Vale do Anhangabaú, onde hoje é uma imensa praça. Caso eu me perdesse, eu tinha umas fichas para chamá-lo por algum orelhão (=telefone público). Naquele tempo celular era ainda geringonça de filme de James Bond... Desci no ponto final e subi a praça do Teatro Municipal. Logo me senti perdida e gastei a primeira ficha. - Onde vc está? - Estou no fundo do Teatro, junto de uma loja de roupas muito iluminada! - Procure a placa com o nome da rua. Leia para mim. - Conselheiro Crispiniano. - Isso, filha, muito bem. Pertinho daí vc vai encontrar a rua 24 de Maio. Ande até o fim. Vc vai dar na Praça da República, tem muitas árvores ali. São só dois quarteirões, lembra do mapinha? Quando vc chegar lá no fim da rua, liga de novo pro papai. Alguns anos mais tarde esse seria meu trajeto matinal. Meu primeiro emprego foi na 24 de Maio. Trabalhei por 2 anos, na Bruno Blois. Liguei de novo para meu pai. - Agora é só vc virar a esquerda e vir andando até o Ed. Itália. Não tem erro. Tem uma estátua de um cavalo empinado. Presta bem atenção na hora de atravessar as ruas. Não converse com ninguém, hein? Papai está te esperando. Qualquer coisa, liga de novo. Ainda me lembro de como eu adorava andar ali e ver as vitrines da H. Stern, da Amsterdam Souer com aquelas jóias maravilhosas... Anos mais tarde fiquei noiva no Terraço Itália, o restaurante que fica no topo do prédio... E falando em topos de prédio, adorava subir ao heliponto do Ed. Copan para ficar olhando São Paulo inteira ao entardecer... Como era bom ver as luzes se acendendo, os carros subindo e descendo a Consolação... E depois, outros anos mais tarde, morei por ali. Meu carro era um daqueles que subia ou descia a Consolação... onde anos antes eu freqüentava o Opus 2004 com minha turminha quando cabulávamos aula... |
![]() Lembrei de outra história... Há 3 anos atrás, quando eu ainda namorava virtualmente com o Miguel, eu sempre batia papo online com uma amiga lisboeta. Ela me disse toda orgulhosa que trabalhava no edifício mais alto da rua. E me pediu que adivinhasse quantos andares tinha o prédio. Bom, pensei, o Itália tem 50 e nem é assim tão alto, afinal as torres malaias da Petronas têm 88 e a Sears Tower tem 110 andares. Chutei 75. Ela falou ofendida: Tás a pensar que Lisboa é Nova York?? Este edifício tem 17 andares! Eu caí na gargalhada........ O edifício mais alto de Lisboa tem apenas 27 andares e é o Sheraton Lisboa Hotel... |
Se existe mesmo reencarnação na próxima vida não quero nascer homem, nem gato, nem rainha, nem o que quer que seja que outras pessoas costumam dizer. Eu gostaria era de nascer num outro plano da existência, gostaria de nascer na virtualidade.Ter que tomar banho, escovar os dentes, fazer comida, limpar a casa é muito chato e desgastante. Tudo o que fizermos hoje terá que ser repetido sempre. É muito cansativo. E o que não fazemos hoje fica acumulado para amanhã até que o caos se instala. O corpo fede. Uma casa pede arrumação, limpeza e manutenção constantes. Tem coisa mais chata que tirar o pó? A poeira tem uma reprodução mais ativa que a das bactérias, disse uma amiga quando desabafei com ela estas coisas. O mundo das idéias é muito mais fascinante e nada repetitivo. Tudo o que já escrevi nos meus blogs e sites continua fresco e vivo como no próprio dia em que foi criado. Nenhuma virgulazinha saiu para passear, nem ficou doente. Continuam no mesmo lugar, não há nenhuma teia de aranha nos cantos das páginas, nem poeira entranhada nas fotos dos meus tapetes arraiolos... Fica tudo sempre perfeito. Eu queria habitar apenas nesse mundo. Ser só uma idéia, uma consciência sem corpo que ganha vida quando é acessada. Quando alguém precisasse de mim bastava me acessar e pronto. Eu responderia, ou não, e deixaria de existir ao término desse contato. Ou seja, eu só existo enquanto vc me lê, eu só existo enquanto vc pensar no que escrevi, eu só existo enquanto vc pensar em mim. O restante do tempo eu estaria numa espécie de stand by, lendo e estudando, navegando como um byte, criando novas idéias, existindo numa paz virtual. É muito mais coerente apenas idealizar as coisas do que as realizar. Eu vejo as coisas prontas na minha mente, mas o caminho pela execução é árduo, às vezes entediante, requer pesquisa, aperfeiçoamento, empenho, tempo. Gostaria de ter o dom de materializar minhas idealizações como num passe de mágica, ou como algumas pessoas especiais conseguem fazer em planos espirituais avançados. Faz algum tempo que ando pensando nisso... |
| Porque será que ando lembrando tanto de coisas tão antigas? Passei batom no carro, num sinal fechado, e veio a voz da minha professora de História do Liceu Pasteur, de 30 anos atrás, a Dona Alzira: "Uma dama não faz sua toilette em público"... Acho que por causa de tudo isso que anda ocorrendo com a Varig veio à tona o jingle de Natal: Estrela brasileira no céu azulPor que a Chiquinha, minha gata, de vez em quando é muito palerminha, comecei a chamá-la de "pamonha", como aquelas brasílias que passam por toda São Paulo com o alto-falante molenga: Pamonha, pamonha,É sério. Quando a gente tá longe até desse "inferno" a gente sente saudades. Até de "purelise" de caminhão de gás... Será que estou ficando velha? Outro dia, quando dei por mim, estava cantando isto: A pulguinha dançando iê-iê-iêE sabe-se lá por que veio este também, inteirinho, sem erro. Lá estava eu cantando enquanto lavava a louça... Depois de um sono bom,Aí não parou mais, vieram vários, como contas de um colar de memórias publicitárias... 2 hambúrgueres,Pipoca me faz lembrar do Cônego Olavo, meu "tio-padre", visitando minha avó e tia... Pipoca com aji-no-moto me faz lembrar do Beto e eu vendo Jornada nas Estrelas e Viagem ao Fundo do Mar na tv quando éramos crianças... Ou as corridas de F-1... Comentei com as Zucas e uma delas me fez lembrar ainda deste: Quem bate? Lembrei agora de mais um... Groselha Vitaminada...Milani... Gente? O que está acontecendo comigo? Destampei o baú... e não pára mais!!!
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| Pois é. Miguel não liga para futebol. No Euro ele ameaçou desligar a tv de tanto que eu torcia. É que ELE estava ficando com o coração acelerado, tomando gosto pela coisa, como tigre quando caça pela primeira vez e sente o gosto do sangue. Todo o instinto vem a tona! Agora é Copa do Mundo. Chamam isso aqui de "Mundial". Ah tá. O mais engraçado, no sentido de gozado mesmo, é que os portugueses jogam de "camisola" e "botas"!!!! É sério. Morri de rir quando ouvi isso pela primeira vez. Tem vários nomes curiosos, como "baliza" (com Z!) em lugar de "traves", "fora de jogo" em lugar de "impedimento"... São vários os termos diferentes. Curioso também é que a medida que Portugal vai avançando no campeonato o Luiz Felipe Scolari vai ficando mais "chegado". Sabem como é? O próprio Miguel já quer falar "Felipão". Aí eu digo para ele: "Que ousadia é essa?? Só pode ter essa intimidade com o homem quem tem 5 estrelas no peito, pá!! Pra vc é 'Mister Scolari', ok?" Ele fica doidoooo comigo :-))) Uns 3 meses antes da Copa começar eu já tinha nossas bandeiras compradas e guardadas, bem escondidinhas. Uma semana antes coloquei as duas num mesmo bambu, e o bambu dentro de um garrafão de água de 8 litros. Coloquei a brasileira por baixo da portuguesa e as duas foram tremular na varanda que dá para a rua. Por alguma razão inexplicável e desconhecida, a portuguesa bandeava soltinha em qualquer brisa. A brasileira pesadona ficava parada e murcha. Com a maior boa vontade Miguel tirou o bambu da água e o fixou com parafusos na muretinha. Não resolveu até que ele trouxe um segundo bambu. Agora é lindo ver como a brasileira voa com qualquer ventinho mínimo. O mais gostoso de tudo está sendo matar as saudades do Brasil... Como a SIC resolveu transmitir só alguns jogos, pela internet deram a dica de como assistir aos jogos do Brasil com a narração do Galvão Bueno!!! Foi maravilhoso ouvir depois de 2 anos "Bem, amigos da Rede Globo, falamos ao vivo de...." GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLL É doooooooo Brasiiiiiiiiiiiiilllllllllllllllllllllll Brasil-il-il-il-il RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRonaldinhooo Miguel no fundo gostou da transmissão. Mas não entendeu ainda direito o que é isso. Digo que o Galvão é patrimônio cultural brasileiro. Galvão é como pão de queijo, bombom Sonho de Valsa, feijoada, água de côco, pastel de feira, comida da mãe, colo do pai, essas coisas que a gente sente falta quando está longe. Duvido que fôssemos tão apaixonados por carros e corridas desde criancinhas (falo do pessoal a partir de 40 anos) se não tivéssemos aprendido a torcer pelo Émerson, Piquet, Senna com o Galvão e o Reginaldo Leme nas manhãs de domingo... Falam sobre o exagero entusiasmado do Galvão, mas é isso que nos contagia. É isso que nos faz enfeitar as ruas de norte a sul do Brasil com as nossas cores, faz a gente ter esse orgulho de ser brasileiro e de vestir a bandeira, de chorar quando ouvimos nosso hino ou quando somos vitoriosos... Não falta muito para ter muita escola, ginásios de esporte no interior ou praças com o nome do Galvão... Quem viver, verá ;-) A Rede Record monitorou o coração de um torcedor brasileiro fanático, de meia idade, durante os 90 minutos do jogo contra o Japão, creio. O coração do homem chegou a 176 batimentos por minuto. A SIC ou a TVI resolveram fazer o mesmo. O torcedor era um médico portuga que tomava sua própria pressão a cada 5 minutos durante um jogo da seleção portuguesa. O coração dele chegou a meros 120 batimentos. A narração da SIC não empolga ou então os portugueses são mais comedidos nas comemorações. Salvo minha amiga Helena que num jogo do Benfica precisou ser atendida pela unidade móvel do estádio, hehe. Maldito Moretti!!! :-)) Mas bola prá frente. Se Brasil vencer a França (aliás aquele "trroá-zerrô" tá engasgado desde 98) e se Portugal vencer a Inglaterra (como já fez naquele jogo emocionante do Euro 2004), vai dar Brasil x Portugal. Já avisei o Miguel. No primeiro tempo vou torcer por Portugal como sempre faço. No segundo, sinto muito, "meu coração é verde, amarelo, branco, azul anil. Eu te amo, meu Brasil, eu te amo!". Isso porque "a taça do mundo é nossa, com brasileiro, não há quem possa!!! "Eu sou brasileiro com muito orgulho com muito amo-o-o-or" Tava cantarolando isso junto com todo o estádio, meio distraída, e o Miguel falou brincando: - Sai da cama! Não quero nenhum brasileiro aqui! HEXAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!! |
Eu estava deitada vendo a novela mas tinha muito sono... Virei na cama e senti no meu travesseiro o aroma de rosas do sabonete Phebo, o preto... Não há deste sabonete em Portugal, Ou, se há, não tenho em casa. O cheiro se formou de alguma maneira misteriosa...Imediatamente fui remetida à minha infância, à casa da minha avó materna... Até adormecer, fui colecionando detalhes que me vieram à lembrança... Era o sabonete que durante anos e anos foi usado na piazinha da copa. A pia negra, a toalha esticadinha para logo secar... A mesa de almoço em fórmica madreperolada, as cadeiras estofadas, a oração em alemão antes de comermos... No armário fixo ao lado, as xícaras inglesas para os lanches de domingo, as muuuitas xícaras de plástico colorido para serem empilhadas até desabarem como castelos de cartas... A cozinha, as portas com vidro, a velha geladeira branca, o fogão branco pesadão, a longa pia com mármore escuro... O quartinho de costura. Quanta roupa minha avó não fez para mim naquela mesa sólida de passar... Os armários cheios de retalhos, linhas... As revistas Burda... Os quadros feitos dos calendários do laboratório com paisagens dos picos suiços nevados... As borboletas ou flores com pétalas de coração que minha avó desenhava com os lápis de cêra Guitar que eu quebrava... A Lili e eu jogando "stop".... A despensa com o cheirinho tão peculiar das latas verdes de açúcar, farinha, mantimentos ou biscoitos de onde eu roubava pão de mel enquanto meus avós descansavam... O piso de madeira da sala rangia, o grosso tapete cinzento debaixo da mesa de jantar... A tv no canto, a poltrona rosada de plástico, a poltroninha emprestada da saleta de visitas todas as noites na hora da novela... Quantos Natais lindos ali em família, os jantares de kartoff kleuse... O telefone na saleta junto do sofá: 70-69-65... A maravilhosa enciclopédia em inglês do meu avô... Nossas fotos nos porta-retratos... Os quadros de hortências e flamboiãs pintados pela Tante... No hall, junto da escada, o chapeleiro com todos os bonés que minha avó fazia para ele passear. No terraço envidraçado, o sofá de balanço verde com alguma parte da Folha de São Paulo dobradinha em 4, as palavras cruzadas feitas por ele em questão de 5 minutinhos... Ah, o jardim... As estrelítzias, os agapantos roxos e brancos, as azaléias, os brincos de princesa dependurados, o gramado, o pinheiro europeu tão alto... A roupa ensaboada deixada ali para tomar sol... Tudo tão arrumado, tudo sempre tão limpinho, tão calmo... Era verdadeiro.... Nunca vi uma gaveta em bagunça que fosse... Tudo tão certinho. Como é que minha avó conseguia? O carpete caramelo da parte de cima da casa, a maravilhosa penteadeira da minha avó com mil gavetinhas, o porta-jóias de cristal com a aliança de brilhantes... a caixinha de música sobre a cômoda com uma bailarina... Meu avô fazendo a barba e acertando o bigodinho bem cedo enquanto ouvia o Pulo do Gato na Bandeirantes, o cheiro morno da água, o terraço para o quintal, as manhãs frias e azuis de maio... Maio... Num 23, ele se foi... Num 30 ela nasceu... Num maio distante, uma viagem no tempo... na saudade... Quanta saudade.... |
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Ainda não sei miar, tenho os olhos indefinidos em cor de grafite e caibo direitinho na mão da Sylvinha. Sou muito bebezinha, devo ter apenas de 21 a 30 dias de idade... Nasci no campo de golfe, minha mãe não sabia cuidar de mim... Agora ganho leitinho de hora em hora, durmo no velho cesto de roupa para lavar e pio o dia inteiro para deixar todos loucos de pedra. Já estão tão loucos que me fizeram um blog. Já não tenho mais privacidade, me cegam com o flash das fotos e falam até de quando me sujo toda. Pois, aqui está meu blog: http://chiquinha.blogs.sapo.pt |
![]() O pessoal do Totta é muito simpático mesmo. Mas pão duro, como todo banco é. Foi o que me passou pela cabeça quando recebemos em casa essa publicidade. Vamos pensar juntos? Se eu quisesse 10 euros emprestados pedia para meu marido, ou para minha vizinha... Nunca iria ao banco. Lá iria se quisesse, sei lá, uns 500 euros. Então? Porque não puseram a imagem da cédula de 500 euros, pelo menos para a gente conhecer e desejar?? Eu nunca segurei uma nota de 500 na mão. E vc? |
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![]() Completei dois anos sem fumar. Fumei durante 25 anos cerca de 20 a 30 cigarros diários. Penso que é mais fácil parar de fumar que emagrecer. Digo isso porque a vontade de fumar é apenas uma, definida. Sendo apenas uma é fácil de reconhecer e resistir. Mas as vontades da gula são inúmeras. Vontade de pizza de muzzarela, vontade de petit gateau, desejo de sorvete de nozes, gana de rosquinha feita pela Luzia, ai que vontade que dá... Imagem do blog da Maria Papoila, que deixou de fumar há 4 anos. |
Célia conseguiu reunir toda a família em seu novo apartamento. Primeiro Natal nele. Pediu que chegássemos logo porque serviria a ceia às 8 horas. Chegamos lá a tempo, e nos 12km que separam Quarteira de Loulé, não tinha viva alma nem nas ruas... Trânsito livre, totalmente vazio, apesar do chuvisco... Lareira acesa e enfeitada com botinhas natalinas que a Célia e a Sara fizeram, Sara estava hiper-excitada como toda criança ansiosa por abrir presentes. Rafael, sonolento por causa do resfriadinho, Célia na cozinha meio atrapalhada... Miguel tinha prometido que nem chegaria perto do computador, nem que lhe pedissem. Depois de descascar umas batatas, fiquei na sala atrapalhando o filme em dvd que a Sarinha queria ver porque fiquei conversando com o Fernando e o Darren. Miguel, o marido da Célia, serviu-nos vinho, lulas fritinhas, biscoitos e bombons. Tinha dormido apenas 4 horas depois de 33 seguidas de trabalho na pastelaria... Debaixo da árvore de Natal havia uma infinidade de presentes. Sara não cabia em si, já não sabia mais o que fazer para o tempo passar. O filme não a entretia. Inventava jogo de cartas, corria para lá e para cá, falava alto. Célia, ainda na cozinha, estava atônita com a ansiedade da menina. Miguel já estava no computador exibindo a quem calhasse de passar por ali algum de seus 13 blogs... Sim, treze. Todos enfeitadinhos para o Natal :-)) Enfim, lá pelas tantas fomos para a mesa. Não fizemos uma oração pelo aniversariante. Miguel (da Célia) serviu uma frigideira de camarões a alho-óleo maravilhosos e fatias do famoso pão de passas. Depois tomamos uma sopa-creme de cenoura, e por fim, salada, bifes enrolados e pu rê de batatas. Comemos devagar, apreciando aquelas delícias e conversando na mesa, sem nem perceber o tempo passar. Sara foi apagando. Quando a vi, estava já meio caída sobre o braço do avô, murchinha... Comemos tanto que nem acreditamos quando Miguel retirou os pratos para trazer as sobremesas. Célia disse que ela estava com sono porque nem quis fazer uma sestazinha de tarde, e agora tudo o que ela queria eram miminhos do avô. Que miminhos, que nada! Que sobremesa, que nada!! Queremos presentes!!!! Queremos presentes!!!! Queremos presentes!!!! A sobremesa ficou mesmo para depois e Célia começou a entregar os presentes. 90% de tudo que estava ali eram brinquedos para as crianças. Ganharam bonecas, carruagem para boneca, avião, disco voador com comando, bola, trenzinho. Os olhinhos do Rafael cresciam a cada papel rasgado. Não sabia com que brincar, de tanta fartura :-) Sara vibrou quando abriu seu tamagoshi tão esperado. E vibrou mais quando abriu o segundo! Miguel ganhou duas malhas de lã lindas, meias e cuecas. Eu ganhei um par de brincos numa caixinha de madeira lindinha . Ganhei também um livro com gráficos para bordar, mas então o Fernando se deu conta que era todo em inglês e se prontificou a trocar por outro em português. Então tá. Nosso presente mútuo foi um cofrinho para moedas. Uma lata bonitinha com uma fenda, que custou apenas 70 cêntimos na loja do chinês. Ano que vem, se Deus quiser, Miguel e eu estaremos no Brasil. Fernando, chocólatra muito esperto, não deixou ninguém ver os bombons que pusemos dentro da cestinha que lhe fiz, hehe, manteve seu presente bem dentro do papel :-)) Terminada a euforia dos presentes, sentamos novamente para comer as sobremesas: bolo rei (adoooro bolo rei), um rocambole de chocolate lindo com enfeites natalinos e um cálice de Bailey's. Tinha mais alguma coisa à mesa que agora não me lembro de jeito nenhum... Olhei para o Miguel e percebi que ele tinha sono... Achei melhor virmos logo embora, antes que o sono ou o frio aumentassem... No dia seguinte, no nosso Natalzinho íntimo, comemos bolo rei com vinho do porto, e fatias douradas! Mamãe fazia rabanadas como ninguém, e Miguel fez para nós do jeito português, usando pão de forma. Não sei se foi porque eu tinha tanta vontade, mas achei maravilhosas. Comi até me fartar :-))) Assistimos juntos na tv o filme do Padre Marcelo Rossi, "Maria, Mãe de Deus", e então, tanto minha cunhada Raquel como Papai ligaram. Quanta emoção...:-))) |
![]() Anuário dos Tapetes de Arraiolos Faz tempo que não escrevo aqui, é verdade... Não é que tenha deixado de gostar de bordar, ao contrário, continuo adorando. Mas é que ganhei um presente lindo. Talvez de tanto fazer publicidade da promoção imperdível do vídeo da Serranofil que ensina direitinho a bordar o ponto de Arraiolos eu ganhei deles o Anuário dos Tapetes de Arraiolos. Fizeram um livro com a imagem e medidas de mais de 700 tapetes, cujos gráficos foram publicados nas revistas portuguesas especializadas em arraiolos. Tem ali cada coisa tão linda, mas tão linda, que decidi parar de bordar o "tapete dourado" (esse que aparece no esquema à direita da prioridade dos tapetes) e que era para ser da minha tia Wilma. Enviei para minha tia o Anuário para que ela tivesse a chance de escolher ela mesma um tapete, bem de acordo com seu gosto, para eu bordar... Agora estou aguardando saber qual será minha próxima obra. |
Miguel nunca foi nos almoços de confraternização de fim de ano da empresa porque era apenas para os funcionários. Esposas e filhos eram deixados de lado. Fora isso, Miguel era testemunha de Jeová e eles não comemoram o Natal. Enfim, como nada neste mundo é eterno, as mentalidades mudaram: nem Miguel é mais TJ, e a Lusotur convidou os familiares para a confraternização deste ano. Em anos anteriores aconteceu no Casino. Agora optaram pelo restaurante da sede do campo de golfe.Lá fui eu toda linda, de unhas feitas e cabelo arrumado, toda em preto com minha echarpe de tricô bege da Mango que a Patrícia me deu. Nem todos funcionários ficaram sabendo da abertura aos familiares, mas havia lá muita gente. Miguel estava todo tímido, mas uma gracinha numa camisa amarela com o colete de lãzinha azul claro. O anfitrião, o administrador de todos os 5 campos de golfe do complexo da Lusotur, o Sr. Henrique Silva, foi muito simpático. Além de fazer o discurso de boas vindas a todos, correu de mesa em mesa. Com o Miguel foi especialmente encantador, perguntando pela sua saúde. O almoço foi impecável. O buffet estava completo para todos os gostos, uma fartura. Vários tipos de saladas, várias opções de pratos quentes, e inúmeras frutas e sobremesas. Tinha desde espaguete na manteiga que criança adora, camarões mil para todas as Sophies esganadas encherem o prato (e como há sophies por aqui, hehehe), carnes, até bacalhau com natas. Água e vinho a vontade, branco e tinto, em todas as mesas. Quem preferisse um refrigerante, era só pedir ao garçom. E almoçar vendo pela varanda o relvado magnífico foi maravilhoso. Para todas as crianças até 13 anos apareceu um Pai Natal que distribuiu prendas e levou-as para brincar fora do restaurante da sede. Deu-lhes brinquedos de acordo com o sexo e idade. Quem comprou fez excelentes escolhas na faixa dos 10 a 20 euros. Todas as crianças ficaram felizes. Deram logo na entrada aos funcionários um número para a tômbola. Nosso número era o 62-Amarelo. Não nos deu sorte, mas todos ao nosso redor ganharam alguma coisa dos fornecedores da Lusotur: torradeiras, cafeteiras, sacolas com café, vinhos, estadias para 2 pessoas nos hotéis (incluindo Londres ou Fortaleza, no Brasil!!!), e até um home-theater. Foi quando pedi um vinho do porto no bar que me dei conta de que eu tinha dito ao Miguel, numa das primeiras vezes que o ele me levou para conhecer o Millenium, o campo de golfe onde ele trabalha, que um dia almoçaríamos no restaurante da sede. Algum anjo passou por nós quando eu disse aquilo, porque afinal essas palavras tiveram poder e se materializaram. O vinhozinho então ganhou um sabor muito, muito especial! |
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Não ando fazendo apenas sesta diariamente. Faço cestas. Dia 3 de dezembro inaugurou em Aveiro uma linda loja chamada VerDesperto. Sua proprietária, a Helena Thadeu, acabou por me convidar para lhe enviar algumas peças, estilo "porta-trecos". Então tá. Postei no correio no dia 2 uma caixa com 8 peças. Clique nas fotos para vê-las maiores. Apesar de nenhuma dessas peças aparecerem nas fotos da loja, ainda estão a venda por lá. |
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Pois é. Anda valendo a pena fazer sestas para ver televisão de noite. Agora assisto a "Belíssima" e a mini-série "Um só coração", que vi ainda antes de vir para Portugal em 2004. Assisto por pura saudade. Saudade de São Paulo. Adoro na Belíssima quando citam os nomes das principais avenidas ou mostram cenas de rua. Aliás, o primeiro capítulo me pôs em lágrimas quando mostraram todos os cartões postais da minha cidade a pretexto do desfile das manequins em lingerie no contexto da novela...Saudades daquele trânsito miserável, parado. Daquela poluição. Daquelas chuvaradas terríveis... Ainda rio quando nos noticiários daqui mostram as imagens das principais vias de acesso em Lisboa ou no Porto. Vejo aquele transitinho livre, tranquilo e fluente, e ouço o locutor descrevê-lo como moroso, pesado. Os portugueses ainda não sabem o que é um congestionamento de 150km, hehe... São Paulo é uma cidade de 1ª! Raramente mudamos para a 2ª. Ali se anda dois metros a cada 5 minutos por volta das 7 da noite... Quanto à "Um só coração", o locutor da SIC resume como uma mera história de duas moças belas em tempos difíceis. Nem lhe passa pela cabeça que se trata da história de São Paulo, dos anos 20 até a 2ª Guerra Mundial, e que aliás a mini-série foi especialmente escrita em comemoração aos 450 anos de fundação da cidade. Todo o panorama histórico do Semana de Arte Moderna de 22 ou a Revolução Constitucionalista de 32 foi esquecido de ser mencionado... Nomes ilustres como Oswald e Mário de Andrade, Villa-Lobos, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Assis Chateaubriand, Ciccilo Matarazzo ou Pagu não fazem sentido por estas bandas do mundo... Todo o conteúdo histórico fascinante se perde por cá numa mesmice folhetinesca de mera ficção super-produzida... |
| Miguel entrou em férias dia 12. Até o 27 de dezembro. Ficar em casa num dia bonito é um desperdício total. Clique aqui para ver o álbum com todas as fotos deste passeio! Então saímos a passear na quarta-feira, sem destino. Numa das paradas para fotografar, Miguel aproveitou para comer sua barrinha energética. Era perto da uma da tarde e tínhamos fome. Foi nessa hora que juro que vi uma raposa sair do mato e entrar correndo na estrada. Miguel acha que era só um cachorro... Foi muito rápido. Mais além paramos num posto de gasolina para um pit-stop. Fome mais vontade de fazer xixi obrigaram :-) Comemos sandes (sanduíches), e enquanto eu esperava, tomei um café. É curioso aqui em Portugal. Servem apenas meia xícara. O café é muito forte. Tenho que me acostumar a pedir "café longo", para completarem a xícara com água. Ainda era Outono, ainda havia árvores avermelhadas na paisagem, ainda que no Algarve sejam raras. O lindo na Serra é que de cada curva da estrada se vê no horizonte o mar. Nas tardes o mar fica prateado pelo sol, muito brilhante. Então Miguel decidiu me levar para conhecer a Praia da Rocha, em Portimão. Quanto mais ao leste, mais falésias há no litoral. Quando chegamos lá dou com uma escada de madeira que ía do nível da rua até abaixo, na praia. A altura é como o de um prédio de 6 andares. Fiquei com medo. Meu peso não comporta muitas aventuras... Devagarzinho, lance por lance subi as escadas de volta para o carro. Já sabia que viria uma dor muscular daquelas, hehe... Nesse dia ainda fomos à Loulé, levar a correspondência da Célia. Sorte que não estavam em casa, porque o apartamento é no 2º andar, e assim não precisei sair do carro. Durante 4 ou 5 dias minha perna esquerda doeu muito, muito mesmo, de ficar quieta na cama quente e tomando remédio, hehe... Para compensar meu joelho direito a perna esquerda trabalha mais... Mas valeu a pena. Espero voltar lá mais leve e com uma câmera digital mais livre para tirar mil fotos :-) |

